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Você e seu celular: quem está dominando quem?

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Observe as pessoas no metrô, nos ônibus, nos restaurantes, na rua e em todos os lugares por onde você estiver. Tem sempre alguém olhando o celular.  Há quem não consiga dormir sem se desligar do celular, que fica na mesinha ao lado ou embaixo do travesseiro. Qualquer “plim” é motivo para abrir o olho, com a preocupação de deixar passar alguma coisa.

O mundo contemporâneo nos faz estar conectados a maior parte do tempo. Sabemos de tudo o que se passa com a família, com os amigos e com o mundo, em tempo real, pelos nossos aparelhinhos mágicos e personalizados por “capinhas- roupinhas” cuidadosamente escolhidas.

Esquecer o celular em casa é motivo de intenso desconforto, mau humor e insegurança. Perder o celular, então, é quase motivo de desespero. Agendas, contatos, mensagens, fotos, aplicativos...tudo o que faz a alegria das pessoas antenadas também se perde. Como se a própria vida se perdesse um pouco também.

Crianças ganham celulares cada vez mais cedo. Aos 7 anos de idade muitas  já tem o seu. E que ninguém se iluda: o grau de dependência começa cada vez mais cedo também. Quantas crianças deixam de brincar umas com as outras para ficarem, todas no mesmo ambiente, hipnotizadas pelo próprio aparelhinho, geralmente com fones nos ouvidos, para que o mundo exterior não se faça ver e muito menos ouvir.

Quantas árvores deixam de ser escaladas, quantas brincadeiras de correr deixam de ser feitas, quanta conversa deixa de ser falada, quanto espaço neste mundo deixa de ser explorado! Pior que tudo isso: quanta lição de vida deixa de ser aprendida. Sim, aprendemos muito mais com nossos pares e com o ambiente do que com os “youtubers”  ou com os games.

 Se esta forma de viver traz tranquilidade e sensação de bem estar, nada a declarar. Cada um sabe de si.

 No entanto, para algumas pessoas a “obrigação” de estar conectado acaba por amplificar – ou até mesmo causar-  um sintoma persistente dos dias modernos: a ansiedade.

 Como isso pode acontecer? Vamos analisar apenas 3 (de tantas outras) razões:

 1. Perde-se a capacidade de saber esperar. Quer-se tudo para já e agora.

 “Mandei uma mensagem, ele viu há 2 horas e não me respondeu. O que será que aconteceu? Será que está bravo comigo por alguma razão?”  E lá se vai a segunda e depois a terceira mensagem. Se não havia motivo para discussão, agora com certeza há uma boa causa.

 A incapacidade de saber esperar gera ansiedade.

 2. As pessoas criam personagens de si mesmas. É impossível manter o personagem criado na vida real, não virtual.

Alguém conhece alguém que tenha uma foto de perfil que não seja a do seu melhor momento? Alguém conhece alguém que não faça as viagens mais incríveis, que não coma os pratos mais exóticos, ou que não seja um atleta olímpico?

 O enfrentamento do personagem criado com a própria pessoa, real e cheia de imperfeições e frustrações, gera ansiedade.

 3. O medo de perder um evento, um acontecimento, o post de um ídolo, ou qualquer outra informação do momento que todos já sabem...gera ansiedade.

O “ter que saber tudo que está rolando por aí” vira quase que uma obrigação renovada a cada minuto, posto que o tempo não para. Mais que isso: a possibilidade de não saber, ou de perder algo imperdível, deixa as pessoas em eterno estado de conexão.

 A falta de momentos de relaxamento gera ansiedade.

Enfrente seu celular. Dê um tempo na relação de vocês, de quando em vez. É sempre recomendável, em qualquer circunstância posta!
















Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/voce-e-seu-celular-quem-esta-dominando-quem.html

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